Neuropatia autonômica do diabete melito : estudo do tempo do ciclo da pupila e do teste da ejaculação retrograda : relação com os testes cardiovasculares e sintomas de neuropatia autonômica

Objetivando estudar um teste pupilar, o tempo do ciclo da pupila, e um teste para avaliar a possibilidade de ejaculação retrógrada, verificou-se a associação de cada desses testes com quatro testes cardiovasculares (resposta da pressão arterial ao ortostatismo,resposta da frequência cardíaca AE resp...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Ferreira, Maria Elvira Wagner
Formato: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:1995
País:Brasil
Recursos:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:www.lume.ufrgs.br:10183/115309
Acesso em linha:http://hdl.handle.net/10183/115309
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:Diabetes mellitus
Neuropatias diabéticas
Descrição
Resumo:Objetivando estudar um teste pupilar, o tempo do ciclo da pupila, e um teste para avaliar a possibilidade de ejaculação retrógrada, verificou-se a associação de cada desses testes com quatro testes cardiovasculares (resposta da pressão arterial ao ortostatismo,resposta da frequência cardíaca AE respiração profunda, ao ortostatismo e ao índice de Valsalva) e com sintomas de disautonomia. Foram submetidos, ao tempo do ciclo da pupila, 29 indivíduos normais, e 54 diabéticos dos quais 16 eram portadores de neuropatia autonômica e, ao teste da ejaculação retrógrada 25 indivíduos normais e 26 diabéticos dos quais 1 O apresentavam neuropatia autonômica. Observou-se diferença significativa entre as médias dos resultados do tempo do ciclo da pupila e as do teste da ejaculação retrógrada no grupo de indivíduos diabéticos com neuropatia autonômica em relação aos controles e em relação ao grupo de indivíduos diabéticos sem neuropatia. Os sintomas de disautonomia, que associaram-se ao tempo do ciclo da pupila alterado, foram tonturas ao levantar e sudorese gustatória; e os que se associaram ao teste da ejaculação retrógrada alterado foram tontura ao levantar e perda do controle do esfíncter anal. Os resultados do tempo do ciclo da pupila correlacionaram-se com as respostas da frequência cardíaca à respiração profunda, ao ortostatismo e ao índice de Valsalva. Os resultados do teste da ejaculação retrógrada correlacionaram-se com as respostas da pressão arterial ao ortostatismo e com as respostas da frequência cardíaca A:! respiração profunda, ao ortostatismo e ao índice de Valsalva. Em termos diagnósticos, foi observado que o tempo do ciclo da pupila possui ma sensibilidade baixa (58%) e uma especificidade um pouco melhor (85%), sugerindo que um resultado positivo possa ser útil para diagnóstico de neuropatia autonômica. O teste da ejaculação retrógrada possui ótima sensibilidade (100%) e especificidade ( 100%). Teoricamente é um excelente teste tanto para diagnosticar como para excluir a doença. Devido a inervação dos reflexos pupilares, do esfíncter vesical interno e a correlação dos testes cardiovasculares com os dois testes estudados, sugere-se que o tempo do ciclo da pupila altera-se, sobretudo, quando há comprometimento do parassimpático; e que o teste da ejaculação retrógrada altera-se quando há comprometimento do simpático e do parassimpático. Deste modo, são testes, que associados aos cardiovasculares, poderiam, talvez, classificar mais adequadamente os pacientes diabéticos quanto a presença de neuropatia autonômica.