ITAMARATI SETTLEMENT IN THE CONTEXT OF MEGA-ENTERPRISES IN THE SUL-MATO-GROSSENSE TERRITORY, BRAZIL
A elaboração e implementação de políticas públicas direcionadas ao agrário e ao agrícola no Brasil possuem caráter ambíguo e contraditório, em decorrência das disputas entre as forças políticas e sociais que portam distintas estratégias e interesses. A despeito dos avanços e conquistas obtidos com a...
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| Format: | article |
| Status: | Published version |
| Publication Date: | 2010 |
| Country: | Brasil |
| Institution: | Universidade Federal de Uberlândia (UFU) |
| Repository: | Campo - Território |
| Language: | Portuguese |
| OAI Identifier: | oai:ojs.www.seer.ufu.br:article/11962 |
| Online Access: | https://seer.ufu.br/index.php/campoterritorio/article/view/11962 |
| Access Level: | Open access |
| Keyword: | Assentamento Rural Assentamento Itamarati Fazenda Itamarati Reforma Agrária Megaprojetos |
| Summary: | A elaboração e implementação de políticas públicas direcionadas ao agrário e ao agrícola no Brasil possuem caráter ambíguo e contraditório, em decorrência das disputas entre as forças políticas e sociais que portam distintas estratégias e interesses. A despeito dos avanços e conquistas obtidos com a "política de assentamentos rurais", ela ainda constitui apenas resposta do Estado às pressões exercidas pelos movimentos sociais que demandam a realização da reforma agrária. A complexa trama de interesses que conduziu a transformação da antiga Fazenda Itamarati em assentamento rural constitui uma manifestação clara desses diferentes interesses. Apesar do Assentamento possuir mais de duas mil e oitocentas famílias (Assentamentos Itamarati e Itamarati II) e ter viabilizado o acesso a recursos e serviços de que anteriormente as pessoas não dispunham, melhorando a qualidade de vida, acreditamos que tal transformação segue um circulo vicioso que tem marcado esta porção do território brasileiro como se fosse um estigma: o de ser o palco de grandes empreendimentos, nos quais estão incluídos os pequenos proprietários e os trabalhadores sem-terra, como elementos fundamentais, porém de forma subserviente. |
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