Influência de estímulos olfatórios no reconhecimento de expressões faciais: diferenças entre as emoções e relevância das propriedades de valência e ativação dos odores  

Pesquisas demonstram que estímulos olfatórios podem afetar a identificação expressões faciais, embora os resultados sejam inconsistentes. De acordo com estes estudos, odores podem aumentar a velocidade do processo, porém somente as expressões de nojo e felicidade foram estudadas. Este estudo teve co...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Ferreira, Matheus Henrique
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2019
País:Brasil
Institución:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-07052019-103119
Acceso en línea:http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/47/47132/tde-07052019-103119/
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Emoção
Emotion
Emotional Priming
Expressões faciais
Facial Expressions
Olfato
Priming emocional
Reaction Time
Tempo de reação
Descripción
Sumario:Pesquisas demonstram que estímulos olfatórios podem afetar a identificação expressões faciais, embora os resultados sejam inconsistentes. De acordo com estes estudos, odores podem aumentar a velocidade do processo, porém somente as expressões de nojo e felicidade foram estudadas. Este estudo teve como objetivo investigar a influência de odorantes no reconhecimento de cinco expressões faciais (medo, raiva, felicidade, nojo e tristeza). Em dois experimentos, foi realizada uma tarefa de tempo de reação (RT) enquanto os sujeitos foram expostos a estimulação olfatória. Os participantes avaliaram as propriedades de valência e ativação (arousal) dos odores após a realização da tarefa. No primeiro experimento a performance dos participantes não foi diferente entre as estimulações olfativas, e uma segunda análise foi realizada organizando-se os dados de acordo com a valência hedônica subjetiva dos odores. Os resultados demonstram que as expressões de tristeza foram reconhecidas significativamente mais devagar que felicidade e raiva na estimulação afetiva agradável, mas não para as condições neutra (sem odor) e desagradável. No experimento 2 foram encontradas diferenças significativas entre o limiar para percepção de tristeza e felicidade para o odorante agradável, mas não nas outras condições. Concluímos que a influência dos odorantes na percepção de expressões faciais provavelmente não se limita a efeitos de congruência e incongruência emocional, e possivelmente pode ser passível de influência ativação dos odores. Nossos resultados do experimento 1 foram mais coerentes quando consideramos a valência como uma dimensão de aproximação/afastamento. Estes resultados salientam a importância da seleção do grupo de estímulos e da análise da reação emocional dos participantes aos odores, em experimentos que utilizem estimulação olfativa