Distribuição de renda e desigualdade: uma análise de autores da Teoria do Desenvolvimento Econômico

Partindo da concepção de “estilo” de desenvolvimento abordada por Rugistky (2019), este artigo avalia, sob um ponto de vista comparativo, o papel da desigualdade de renda para alguns autores da Teoria do Desenvolvimento Econômico. Da concepção do processo de desenvolvimento econômico como inexorável...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Sanches, Marina da Silva
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2025
País:Brasil
Institución:Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP)
Repositorio:Economia e Sociedade
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:ojs.periodicos.sbu.unicamp.br:article/8680982
Acceso en línea:https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/ecos/article/view/8680982
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Economic developement
Income inequality
Underdevelopment
Cummulative causation
Increasing returns to scale
Desenvolvimento econômico
Desigualdade de renda
Subdesenvolvimento
Causação cumulativa
Rendimentos crescentes de escala
Descripción
Sumario:Partindo da concepção de “estilo” de desenvolvimento abordada por Rugistky (2019), este artigo avalia, sob um ponto de vista comparativo, o papel da desigualdade de renda para alguns autores da Teoria do Desenvolvimento Econômico. Da concepção do processo de desenvolvimento econômico como inexorável de Lewis (1954), a desigualdade de renda é temporária e pode ser interpretada como elemento propulsor do crescimento. A passagem para o estado de desenvolvimento não é inevitável quando se abandona a hipótese – adotada em Lewis – de rendimentos constantes de escala. Para os teóricos Nurkse (1953) e Rosenstein-Rodan (1963), a desigualdade é prejudicial ao desenvolvimento à medida que interfere no “efeito transbordamento” de demanda, bloqueando o crescimento do mercado consumidor. Para Hirschman (1958, 1992), a desigualdade funciona como limitador do mercado consumidor e, logo, dos efeitos induzidos do investimento. Finalmente, para Furtado (1966, 1952), a concentração de renda condiciona a demanda e impede uma diversificação apropriada do consumo e, logo, dos investimentos e da estrutura de oferta.